“Não temos que dar lugar à pessoa que comete violência”

“Não temos que dar lugar à pessoa que comete violência”

A prefeita de Morro do Chapéu, Juliana Araújo, participou nesta sexta-feira (13) do encontro Mulheres pela Paz, iniciativa que integra o Movimento Leo Mulher, conduzido pelo deputado federal Leo Prates. O evento reuniu lideranças femininas, representantes da sociedade civil e autoridades para discutir políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher e fortalecimento do protagonismo feminino.

Durante o encontro, Juliana Araújo relatou que também já foi vítima de violência política de gênero durante o último processo eleitoral. A prefeita destacou que a violência contra a mulher é uma realidade enfrentada por muitas brasileiras e que precisa ser combatida com firmeza.

“Eu, como mulher, como prefeita, já fui vítima de violência. Eu fico pensando: eu, sendo a maior autoridade da cidade, nesta última campanha fui vítima de violência. E acredito que nenhuma mulher que está aqui pode dizer que nunca sofreu algum tipo de violência, seja psíquica, física ou moral. Todas já sofreram”, afirmou.

A prefeita também ressaltou que, em Morro do Chapéu, a gestão municipal adotou medidas concretas para enfrentar esse problema. Em 2021, Juliana sancionou a Lei nº 1.255, que impede que agressores de mulheres ocupem cargos na administração pública municipal, sejam eles cargos eletivos ou nomeações em funções públicas.

A legislação foi elaborada com base na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e estabelece que pessoas condenadas por violência doméstica não podem exercer cargos públicos, sob a justificativa de que esse tipo de conduta demonstra ausência de idoneidade moral para o exercício de função pública.

“Lá em Morro do Chapéu, para pessoa que tenha cometido violência doméstica, não tem lugar. Eu gostaria muito que não fosse só Morro do Chapéu que fosse assim, mas todo o Brasil e o mundo. Nós não temos que dar lugar à violência, nem às pessoas que cometem violência”, declarou.

Juliana também elogiou a iniciativa do deputado Leo Prates e destacou a importância de ampliar o debate sobre políticas públicas de proteção às mulheres. “Que Deus nos abençoe, abençoe o Movimento do Leo e todas nós que estamos nessa luta”, concluiu.

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